Falta de dinheiro e de condições da feira em Campanhã e problemas de transporte motivam migração de vendedores para a Baixa.

Falam, mas são poucos os que se identificam. “Sabe, estamos aqui ilegais e não queremos problemas”, disse, em voz baixa, um dos muitos feirantes que no domingo enchiam o passeio da Rua de Sá da Bandeira, desde a Praça de D. João I, até ao início do edifício da Brasileira, lado a lado com vendedores de peças de coleção.

“Desde que a Vandoma mudou [das Fontainhas para a Avenida 25 de Abril, em Campanhã] que a feira não é a mesma coisa. Estamos descontentes. Porque perdemos os turistas, porque nos multam os carros, porque as casas de banho são poucas e estão sempre sujas, e porque, se chove, não temos como nos abrigar, e se faz sol, é um calor insuportável”. O desabafo é recebido com acenos de concordância dos restantes feirantes, que fazem coro nos lamentos.

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