O Centro de Congressos da Alfândega quer uma “melhor utilização” do espaço onde está instalado, defendendo que a Câmara do Porto se envolva no “realojamento” dos funcionários da Autoridade Tributária e Aduaneira (ATA) que ainda ocupam no edifício.

“Uma melhor utilização da Alfândega passa por chegar a um acordo com o Ministério das Finanças que permitisse libertar [todo] o edifício. Seria importante que a Câmara encontrasse alojamento adequado para os funcionários da ATA que ainda ocupam parte do imóvel”, disse à Lusa o presidente do Conselho Geral do Centro de Congressos, Alberto Castro.

O responsável, que quer articular a oferta de turismo de negócios da Alfândega com o Pavilhão Rosa Mota e a Associação Comercial do Porto (ACP), explica que tal “realojamento” permitiria expandir o centro de congressos “dentro dos limites do edifício”.

“O atual Conselho de Administração foi preparando vários cenários. Um deles seria manter a utilização atual. Outro seria o tal “realojamento” dos funcionários das Finanças, que possibilitaria à Alfândega expandir-se dentro do edifício. Existe ainda outro que diz respeito à expansão fora do edifício, de acordo com o projeto do arquiteto Souto Moura”, descreveu.

Alberto Castro notou que retirar do edifício os serviços da Autoridade Tributária e Aduaneira implicaria “o acordo do Governo” e o “envolvimento da Câmara”.

O responsável revelou hoje à Lusa que espera reunir “em breve” com “a presidência da autarquia” por considerar que a Câmara pode ser “um ator fundamental na criação de um plano integrado” para o Palácio da Bolsa (sede da ACP) e o Pavilhão Rosa Mota.

Alberto Castro informou que a ideia surgiu num contexto em que o município abriu um concurso para reabilitar, explorar e instalar um centro de congressos no Pavilhão Rosa Mota, ao qual a Associação Comercial do Porto (ACP) já manifestou interesse em concorrer.

“A Câmara do Porto manifestou interesse em se posicionar no mercado de congressos de média dimensão. Não faz sentido, no espaço de cerca de 500 metros, haver três estruturas que podem ser complementares”, descreveu Alberto Castro, que presidente ao Conselho Geral como representante da Universidade Católica do Porto — Centro Regional do Porto.

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