A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e um total de mais de duas mil mortes.

O Presidente da República de Moçambique desvalorizou o ataque ocorrido a passada semana em Palma, levado a cabo por terroristas do Estado Islâmico. “Não foi maior que tantos outros que tivemos.”
Numa cerimónia pública transmitida pela Rádio Moçambique, Filipe Nyusi referiu que foi o impacto de “ter sido numa zona da periferia dos projetos em curso naquela província”, como o projeto da petrolífera Total, que chamou a atenção para o ataque e, não, a dimensão do mesmo.
O chefe de Estado deixou ainda um apelo aos moçambicanos: “Não percamos o foco, não fiquemos atrapalhados. Vamos abordar o inimigo como temos estado a abordar, porque a falta de concentração é o que os nossos inimigos – internos e externos – querem”.
A província de Cabo Delgado, no norte do país, está a ser alvo de ataques terroristas desde 2017. No mais recente, ocorrido no passado dia 24, em Palma, dezenas de civis foram mortos, segundo o Ministério da Defesa moçambicano.
A violência está a provocar uma crise humanitária com quase 700 mil deslocados e um total de mais de duas mil mortes.
O movimento terrorista Estado Islâmico reivindicou na segunda-feira o controlo da vila de Palma, junto à fronteira com a Tanzânia.
Vários países têm oferecido apoio militar no terreno a Maputo para combater estes insurgentes, cujas ações já foram reivindicadas pelo autoproclamado Estado Islâmico, mas, até ao momento, ainda não existiu abertura para isso, embora haja relatos e testemunhos que apontam para a existência de empresas de segurança e de mercenários na zona.

Facebook
Twitter
Instagram