O Bloco de Esquerda quer ouvir o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, no Parlamento, sobre o fim das moratórias bancárias. O partido defende a extensão da medida, e lembra que são um dos pilares para combater a crise económica.
O partido já entregou um pedido urgente para ouvir o governador do Banco de Portugal. Em conferência de imprensa, a deputada Mariana Mortágua explicou que muitas famílias e empresas já estão a receber pedidos para pagar.
“Estamos a receber muitas queixas de famílias e empresas que já estão a receber pedidos dos bancos para pagar prestações. Estamos em confinamento, a economia não desconfinou, o emprego não recuperou, e as pessoas e famílias não estão em condições de retomar os pagamentos”, explicou.
Mariana Mortágua criticou ainda o Governo, afirmando que Portugal é dos países que menos apoiou a economia na crise gerada pela pandemia e, em contrapartida, é o país “recordista das moratórias”, que são “neste momento o balão de oxigénio da economia portuguesa”.
“O governador do Banco de Portugal tem obviamente um papel crucial na monitorização de todo o processo da concessão e de acompanhamento das moratórias por parte do sistema bancário”, justificou.
O Bloco de Esquerda defende um plano de recuperação de créditos, junto dos bancos, e garante que tudo fará para apoiar as famílias.
“Não excluímos outras possibilidades de intervenção. As moratórias são o sustento, o pilar que está a sustentar a nossa economia. Se não fossem as moratórias, os números do desemprego, pobreza e receção seriam muito piores” admitiu.
As moratórias privadas terminam no final de março. Em setembro chegam ao fim as moratórias públicas. A líder do partido, Catarina Martins, já tinha feito um apelo a António Costa para que não esperasse e decidisse estender as moratórias, evitando assim uma vaga de despejos e falências.

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