O encerramento de equipamentos culturais devido ao novo confinamento é o agravar de uma tragédia, disse o promotor Álvaro Covões, da Associação de Promotores de Espetáculos, Festivais e Eventos (APEFE).
“Trabalhamos num setor que não funciona em ‘take-away’, teletrabalho ou ‘delivery’”, disse Álvaro Covões, sublinhando que o setor da cultura necessita de “uma bazuca” de apoios.
“Estamos a reunir números, porque as vendas de faturação de dezembro fecharam há dois dias, mas tudo indica que a nossa quebra em 2020 foi de 80%”, frisou.
“Apesar de se pensar que o setor cultural podia trabalhar, a verdade é que, desde junho, os equipamentos culturais estão limitados a lotações de 50%”, acrescentou.
“Estamos a viver uma coisa sem precedentes no nosso setor”, concluiu Álvaro Covões, sublinhando que a direção da APEFE irá reunir-se para discutir as propostas do Governo.
Os espetáculos começaram a ser adiados ou cancelados em março, ainda antes de decretado o encerramento das salas.
Segundo números da APEFE, só entre meados de março e final de abril, foram cancelados, suspensos ou adiados cerca de 27 mil espetáculos.

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