A escritora Lídia Jorge recebeu, neste sábado, o prémio da Feira Internacional do Livro (FIL) da cidade mexicana de Guadalajara, realizada numa cerimónia virtual, devido ao cancelamento do evento pela pandemia de covid-19.
Na Casa da América Latina em Portugal, Lídia Jorge enviou uma uma mensagem pré-gravada e lida em português para agradecer o reconhecimento, entregue anualmente pela FIL, considerada a mais importante feira literária do mundo em espanhol.

“Quando se aproxima o fim do verão na Europa, a direção da FIL Guadalajara costuma anunciar em qual das oito línguas românicas encontrou um imaginário literário merecedor de ser distinguido. Este ano, pela quarta vez em trinta anos, foi escolhida a língua portuguesa. E no destinatário desta carta, estava escrito o meu nome. Obrigada”, disse Jorge.

Ana Caballé, secretária do Júri do Prémio da FIL, explicou, numa mensagem enviada de Espanha, os motivos que levaram a reconhecer Jorge, cuja obra “A costa dos murmúrios” (1988) foi aclamada pela crítica.
O prémio FIL 2020 em línguas românicas foi concedido a Jorge pela “estatura literária com que sua obra novelística relata o modo em que os seres individuais enfrentam os acontecimentos da história”, disse Caballé.
A versão presencial da FIL 2020 foi cancelada por causa da pandemia. Está prevista uma série de eventos e conferências através de plataformas virtuais com autores de vários países.
Lídia Jorge nasceu em Boliqueime em 1946.
Ingressou na Universidade de Lisboa, obteve vários reconhecimentos internacionais, mas o seu romance, “A costa dos murmúrios”, no qual reflete a experiência colonial passada em África, a destacou no panorama das letras portuguesas.

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