O histórico Titan de Leixões, em Matosinhos, vai ser restaurado, anunciou a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL). Orçado em cerca de dois milhões de euros, a intervenção marca o arranque “da criação de um percurso expositivo, no molhe sul do Porto de Leixões”, que permitirá a visita à infraestrutura.
“Anunciámos o que há muito havíamos prometido: vamos devolver à cidade de Matosinhos e a todo o seu litoral aquela que é uma memória paisagística da nossa costa. O valor patrimonial do Titan é inegável e, por isso, será visitável por todos num percurso que se pretende que integre os passeios das famílias, as visitas das escolas e as rotas dos turistas”, afirmou Nuno Araújo, presidente da APDL.
Coordenado, cientificamente, pelo historiador Joel Cleto e executado pela empresa Macwid, o projeto “Titan – O Renascer” estima-se que esteja concluído no verão do próximo ano. 
“Vai culminar com uma exposição de obras de arte, da curadoria da professora Laura Castro, com fotografias do processo do renascimento do Titan, de autoria de Sérgio Jacques, com a produção de uma obra de arte assinada por Sobral Centeno e, ainda, com a edição de um livro-catálogo”, acrescenta o comunicado da APDL.
De acordo com a entidade, na comunidade escolar, o projeto pretende dar a conhecer a colossal infraestrutura assim como a importância que a mesma teve na construção de Leixões. Os mais novos contarão também com palestras da responsabilidade de Joel Cleto, um dossier pedagógico, um livro ilustrado por Cristina Valadas, um manual infantil para colorir e um jogo gratuito e online designado “Monta o teu Titan.”
Recorde-se que o Titan é um grande guindaste de ferro, único em todo o mundo, que tinha a capacidade de levantamento de 50 toneladas de pedra e que permitiu a construção daquele que é um dos maiores portos da Península Ibérica e o maior porto artificial do país.
A recuperação do Titan vai poder ser acompanhada no site e Facebook especificamente criado para o efeito, que terá transmissão de vídeos e fotografias da obra, conclui a APDL.

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