A Guarda Nacional Republicana abriu um processo interno para averiguar as circunstâncias do surto de Covid-19 na GNR do Porto que, segundo alguns órgãos de comunicação, terá tido origem em almoços convívio entre os militares.
No Comando Territorial do Porto há 31 militares positivos ao novo coronavírus, estando outros 17 a aguardar resultado. No total, estão em quarentena 46 militares.
“O efetivo desta unidade é de 1.625 militares, pelo que desta situação não resultou qualquer limitação ao cumprimento da missão da GNR”, sublinha a mesma nota.
A GNR informa ainda que as instalações foram desinfetadas pela Unidade de Emergência, de Proteção e de Socorro (UEPS).
O Comando da Guarda sublinha que “mantém como prioridade a prevenção da doença, a contenção da pandemia e a garantia da segurança de todos os militares da Guarda e dos cidadãos”. Nesse sentido, acrescenta, para além de garantir a distribuição de equipamento de proteção individual aos militares de todo o dispositivo, “está implementado um plano de contingência, ao qual são frequentemente acrescentadas medidas complementares, que prevê o cumprimento escrupuloso das medidas de preservação sanitária e conduta social em vigor”.
Dois almoços festivos, um dos quais juntou 70 militares para assinalar a despedida do coronel Jorge Ludovico Bolas da liderança do Comando Territorial do Porto, poderão estar na origem de um surto que já infetou com coronavírus dezenas de militares da GNR colocados no Quartel do Carmo.
Portugal contabiliza pelo menos 2.245 mortos associados à covid-19 em 109.541 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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