No âmbito da 47.ª edição do Portugal Fashion, Rui Moreira manifestou a disponibilidade do Município do Porto em apoiar a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, promotora do evento, a ligar a criatividade dos designers à indústria da produção e confeção, aproveitando a oportunidade de “reindustrialização” que a pandemia trouxe. Este fator é determinante para reter o talento e o know-how dos criadores, e também para lançar a cidade do Porto e a Região Norte como hub das indústrias criativas, assenta.
No entanto, fruto da evolução mundial da indústria a um ritmo muito mais acelerado e fruto ainda do aparecimento de mercados onde a etiqueta “luxo” é valorizada, o país – e em especial a Região Norte, onde se concentra a maior parte da indústria – foi secundarizado à imagem de exímio produtor na confeção, “mas sem marca associada”, continuou o autarca. É precisamente nesse âmbito, palpita Rui Moreira, que é preciso fazer mais e melhor, e tendo o Município do Porto há seis anos criado a marca “Porto.”, hoje internacionalmente reconhecida, está disponível a apoiar essa mudança, de que é elucidativo o protocolo recentemente assinado entre a Câmara do Porto e a ANJE.
A 47.ª edição do Portugal Fashion decorreu entre quinta-feira e sábado, na Alfândega do Porto, quartel-general de um evento que experimenta sempre outras passerelles na cidade. Adaptado às exigências da pandemia, entre as medidas adotadas incluiu-se um horário maioritariamente diurno, a limitação de público, desfiles ao ar livre, transmissões multimédia e a definição de um plano de contingência.

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