A cerimónia simples realizou-se na doçaria Romã Doce (junto à Biquinha), respeitando todas as normas de segurança emanadas pela DGS. Apesar do medo e da apreensão de muitas pessoas pelo surto de Covid-19, muita gente esteve presente.

Joaquim Jorge salientou que, “a campanha será minimalista pois não temos dinheiro. Não é vergonha dizer-se que não se tem dinheiro, vergonha é dever-se dinheiro e não pagar”.
Apesar disso, vão optimizar os seus recursos humanos e meios à disposição. Joaquim Jorge retorquiu, “mal vai uma democracia, em que, quem vence é quem tem dinheiro e não quem tem boas ideias”. Informou que, “ não vão ter uma sede física ou espaço alugado”, já tem” uma sede virtual com o link www.matosinhosindependente.pt em que estão as propostas iniciais”.
Prosseguindo, disse que “vão ter uma sede móvel para se deslocarem por todo o concelho de Matosinhos e essencialmente escutar (ouvir com atenção) as pessoas”.

O Matosinhos Independente (MI) foi criado há dois anos e propôs-se segundo os seus subscritores liderados por Joaquim Jorge avançar por 3 fases:
1 – Proponentes (assinaturas);
2 – Programa com contributos dos cidadãos;
3- Escolha de cidadãos para este projecto.

Joaquim Jorge afirma que,” as pessoas não acreditam na política e estão desconfiadas e têm razões para isso. No fundo passa a ideia que são todos iguais, porém não são”.
Matosinhos têm sido notícia por más razões: Realidade Social, Hotel, Ralf Park, Permuta de terrenos, Empresa familiar, Ajustes directos, Nomeações, Lar do Comércio, entre outros.
O lema deste movimento segundo Joaquim Jorge é “Melhorar Matosinhos” e deixar o passado em paz e pensar no futuro.
Durante estes dois anos Joaquim Jorge fez o diagnóstico de Matosinhos e dos seus problemas, agora é a fase de apresentar propostas.
Deu como exemplo duas propostas iniciais do Matosinhos Independente em que, “não é conveniente haver vereadores, presidentes da assembleia municipal tantos e tantos anos no poder”. “Estar muitos anos no poder não é bom e criam-se vícios”, rematou.
Outra proposta que elaborou, “não haver acumulação de cargos”. Deu como exemplo, “Leça da Palmeira é uma freguesia enorme que exige um presidente de junta a tempo inteiro e não alguém que é deputado e vem ali de vez em quando”. O lema do MI é um cidadão um cargo.

Joaquim Jorge deu a palavra a Joaquim Massena, arquitecto e um dos responsáveis do futuro programa.

Joaquim Massena afirmou que,” a cidade deverá ser, em termos genéricos, uma entidade que por força do seu crescimento social, cultural e económico, recebe esta classificação ou este título. Na estrutura e na sua constituição organizacional, democrática, as Juntas de Freguesias são importantes para a representação das pessoas e, estás, é que devem indicar vontades e justos interesse para o desenvolvimento do concelho”.

Avisando que, “o contrário é de um regime autocrático”.

Rematou que, “as propostas, na fase eleitoral, serão apresentadas e recolhidas por este Movimento Independente de Matosinhos, as quais serão parte do nosso programa e serão apresentadas durante o primeiro trimestre do ano 2021”.

Manuel Coelho, empresário, alertou para que “o novo executivo terá que incentivar investidores a construir habitação para a classe média de acordo com os salários actuais, onde os jovens poderão recorrer a banca e pagar uma prestação que pode equivaler a metade do valor das rendas actuais”. Explicou o seu raciocínio, “a Câmara poderá dar contrapartidas como isentar ou reduzir taxas e licenças de construção. Este investimento pode recuperá-lo a longo prazo no IMI”.

As reuniões pelas freguesias vão prosseguir, a próxima será Leça da Palmeira. Manuel Coelho foi indicado para “coordenador de proximidade”.

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