Presidente afirma que “ninguém quer fórmulas radicais”, mas previne que, se os portugueses não acatarem “medidas pequenas” e o número de mortes por Covid-19 aumentar, “nenhum poder político pode ficar parado”.

Marcelo Rebelo de Sousa colocou-se esta sexta-feira ao lado de António Costa e admitiu que, embora não tencione endurecer as medidas para travar o aumento do número de infetados com Covid-19, todas as hipóteses podem vir a ser consideradas. No dia em que o país voltou a bater o recorde de contágios (2.608 novos casos), o Presidente da República, tal como o primeiro-ministro, pediu disciplina e afirmou que Belém e S. Bento poderão vir a considerar restrições similares às que estão a ser adotadas noutros países: recolher obrigatório, limitações de horário ao funcionamento do comércio e serviços, “mini-confinamentos por freguesia” e, no limite, o regresso ao confinamento total, como aconteceu durante a vigência do estado de emergência.
“Há graus progressivos de de contenção”, sustentou Marcelo, numa esplanada em Aljezur, vincando que “se o número de mortes disparar para várias dezenas [por dia]” nenhum poder político pode ficar parado.
O chefe de Estado garantiu, porém, que “ninguém quer fórmulas radicais” para contrariar a progressão da pandemia, mas defendeu que tal só será possível se os cidadãos acatarem “medidas mais pequenas” como a obrigatoriedade do uso de máscara na via pública. Sobre essa proposta, em concreto, observou que é “democrática” e não está vedada pela Constituição.
Já quanto à app StayAway Covid, Marcelo evitou comprometer-se. Limitou-se a afirmar que não vale a pena “perder tempo” com a discussão antes de se perceber como é que a Assembleia da República votará o diploma que o Executivo apresentou. Em caso de aprovação, antecipou Marcelo, será fácil dissipar as dúvidas: envia-se o texto para o Tribunal Constitucional e caberá aos juízes do Palácio Ratton deliberarem sobre a conformidade da proposta com a lei fundamental.

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