A moeda de 1 centavo de 1922 está envolta no maior de todos os mistérios da história da Numismática Portuguesa. Trata-se de uma moeda rara da qual só se conhecem 6 exemplares.
Há várias histórias acerca dos seus proprietários. Uma delas refere que duas estarão à guarda da Instituto Nacional Casa da Moeda, três outras serão propriedade de outras instituições e as duas restantes serão propriedade de particulares. A verdade é que o verdadeiro paradeiro das mesmas continua a ser um mistério.
As dúvidas persistem quanto à quantidade de moedas cunhadas. Por um lado existem rumores de que o cunho se terá partido após cunhar apenas 6 moedas, porém este rumor foi desmentido em 1978 quando José Gama Barata fotografou o cunho inteiro, nos armazéns da Casa da Moeda. Também é conhecida uma outra versão que afirma que terão sido cunhadas 2.150.000.
Para que uma moeda entre em circulação é necessária a sua emissão pelo Banco de Portugal. As moedas que aqui referimos foram autorizadas pela Lei nº 679, de 21 de abril de 1917, depois alterada pela Lei nº 950, de 28 de fevereiro de 1920, a quantidade de moedas produzidas nunca foi no entanto anunciada pelo Banco de Portugal.
Uma vez que as moedas eram de bronze, o seu valor real, em peso, tornou-se superior ao seu valor facial e as moedas não foram emitidas. Terão ficado depositadas na Casa da Moeda até junho de 1924, altura em que foram fundidas para produzir moedas de 5 centavos. Os seis exemplares existentes salvaram-se, segundo se conta, pela mão do então Diretor da Casa da Moeda.
A 5 de dezembro de 1960, o Diário de Lisboa anuncia a existência de três exemplares, no dia seguinte acrescenta à notícia o aparecimento de mais três exemplares.
Mistério, ou não, a verdade é que esta é a moeda mais valiosa da Republica Portuguesa. A 18 de Outubro de 2002, uma destas moedas foi leiloada por 60 mil euros. Num outro leilão, a 12 de dezembro de 2006, uma destas moedas foi leiloada pelo valor de 85 mil euros.

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