O criador do Football Leaks estava em prisão domiciliária junto à Polícia Judiciária desde abril.

O criador do Football Leaks vai ser libertado esta sexta-feira, mas “com a obrigatoriedade de se apresentar semanalmente à PJ”, disse fonte judicial.
Rui Pinto esteve em prisão preventiva desde 22 de março de 2019 até 8 de abril deste ano, dia em que foi colocado em prisão domiciliária, mas em habitações disponibilizadas pela Polícia Judiciária — sem acesso  à internet e a dispositivos que o permitam, por decisão da juíza de instrução criminal (JIC) Cláudia Pina.
De resto, a sua colaboração com as autoridades, desde que foi detido e se encontra em prisão domiciliária, já fez com que cinco inquéritos em que estava envolvido fossem suspensos.
Rui Pinto vai ser julgado sobre o processo do Football Leaks, em que responde por 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão.
O Tribunal Central Criminal de Lisboa vai começar a julgar o hacker em 4 de setembro, de acordo com a agência Lusa, que cita fonte judicial.
A mesma fonte disse que a primeira sessão está marcada para as 09:30 e que o processo vai ter em média três sessões por semana até novembro, num agendamento que resultou de uma reunião, no Campus da Justiça, em Lisboa, entre o coletivo de juízes, liderado por Margarida Alves, com os mandatários dos arguidos e a procuradora do Ministério Público.

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