A líder parlamentar do PS considera que se está num “momento histórico” para se olhar para o quadro de relações laborais e adianta que a bancada socialista apresentará em setembro iniciativas legislativas para regular o teletrabalho.

Na perspetiva da presidente do Grupo Parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, no contexto da atual pandemia da covid-19, “este é um momento histórico e uma oportunidade para se olhar para as relações laborais e perceber-se o que vai mudar”.
“É o momento histórico para continuarmos o combate à precariedade, mas também é uma oportunidade para olharmos para as novas formas de nos relacionarmos no trabalho, como é exemplo o teletrabalho”, disse.
Segundo a líder da bancada socialista, a atual pandemia demonstrou “como a fragilidade dos contratos de trabalho coloca em causa a vida das pessoas e o posto de trabalho” e, nesse sentido, o seu Grupo Parlamentar, vai apresentar em setembro propostas na área do teletrabalho, tendo em vista regulá-lo.
No entanto, Ana Catarina Mendes fez questão de salientar que as mudanças na área laboral devem ser feitas em diálogo social – e o diálogo social faz-se na concertação social”.
“A legislação laboral constrói-se num triângulo: com o Governo, com a Assembleia da República e com a concertação social”, sustentou.
Interrogada sobre o alcance do convite feito pelo primeiro-ministro aos parceiros de esquerda da anterior legislatura, durante o último debate parlamentar sobre o estado da nação, em que pediu um acordo “sólido e duradouro” de médio prazo, Ana Catarina Mendes advertiu que António Costa não está necessariamente a propor um acordo escrito ao Bloco de Esquerda, PCP e PEV.
“O que António Costa está a propor neste momento é que continuemos a trilhar este caminho em conjunto, à esquerda, que reforce o Estado Social, a manutenção do emprego, a capacidade das empresas e que reforce o crescimento da economia. Estou absolutamente convencida de que o PCP, o PEV e o BE continuam a partilhar connosco a necessidade de reforçarmos o Estado social, reforçarmos o papel do Estado e reforçarmos a nossa economia”, defendeu.

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