A Infraestruturas de Portugal (IP) dará mais esclarecimentos na próxima semana sobre o descarrilamento de um comboio Alfa Pendular que causou dois mortos e 44 feridos, revelou hoje o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

O ministro falava aos jornalistas junto ao local do acidente, acompanhado do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e de responsáveis da IP.
Segundo Pedro Nuno Santos, o relatório já elaborado pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) “é apenas a constatação e confirmação dos factos, mas falta muita informação, para apurar todas as causas, fazer recomendações e perceber se recomendações feitas a no passado em situações similares foram ou não seguidas”.
O ministro pediu ainda “cuidado com qualquer especulação que se possa fazer”.
“Porque o risco de erramos é grande, mas a IP quer ter oportunidade de dizer de sua justiça”, afirmou o ministro.
O descarrilamento do Alfa Pendular, no concelho de Soure, distrito de Coimbra, com 212 passageiros, provocou na sexta-feira dois mortos e 44 feridos, oito dos quais graves.
Segundo nota informativa do GPIAAF, a que a agência Lusa teve acesso, um Veículo de Conservação de Catenária, no qual seguiam duas pessoas — as duas vítimas mortais –, passou um sinal vermelho e entrou na Linha do Norte, tendo sido abalroado pelo comboio Alfa Pendular.
O comboio seguia no sentido sul – norte com destino a Braga e o descarrilamento ocorreu após o embate entre o Alfa Pendular e uma máquina de trabalho, perto da vila de Soure, junto à localidade de Matas.
A circulação na linha ferroviária do Norte permanece encerrada por causa dos trabalhos consequentes ao acidente.

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