OPINIÃO

Por Gustavo Pires*

Num regresso à realidade, o tal plano salvífico do Eng. António não passa de um inspirado cardápio de boas e bem intencionadas ideias  como referiu António Barreto, para as quais o País não tem nem condições nem meios para as fazer chegar a bom porto. São ideias bonitas que ninguém contesta porque  qualquer pessoa com um mínimo de bom senso e alguma desenvoltura intelectual é capaz de enunciar pelo menos meia dúzia delas. O problema é que o país vive num círculo vicioso entre a corrupção, a burocracia, a desconfiança e a natural estupidez dos portugueses. A corrupção, perante a indiferença do Zé povinho que gosta é de bola e dos beijinhos do Prof. Marcelo,  colocou o país na mais confrangedora penúria. A burocracia, que estrangula os portugueses e o País, deixou a economia num desesperante imobilismo. A desconfiança afastou os investidores como se o País tivesse peste. A natural estupidez dos portugueses pôs o país nas mãos dos principais responsáveis por este estado de coisas. Nestas circunstâncias, o cardápio do Eng. António, por muito brilhante que possa ser e quem sou eu para o contestar, não passa de mais uma quimera como tantas outras com que os portugueses já foram enganados e, claro, vai custar muito caro aos nossos filhos, netos, bisnetos e por aí fora.

*Professor jubilado da Faculdade de Motricidade Humana

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