OPINIÃO

Por Gustavo Pires*

Se António Costa com aquela coragem tipo macho-latino disse mata quando classificou como repugnante e sectário o discurso do ministro das Finanças da Holanda, Viktor Orban, ainda tocado pelo espírito da Cortina de Ferro, disse esfola ao acusar o primeiro-ministro holandês Mark Rutte de ser o principal responsável pelo impasse na distribuição do maná pelos países da União Europeia. Todavia, para os dirigentes holandeses (Países Baixos) o que estava em causa era tão somente fazer cumprir as reformas necessárias pelos países perdulários do Sul a troco de empréstimos e, se estes se convertessem em subsídios, as reformas deviam ser impostas, dando ao Conselho Europeu um papel decisivo.
Felizmente, para as populações tanto de Portugal como da Hungria, a estratégia de confronto direto de Costa e de Orban contra os países ditos frugais, quer dizer, aqueles que não gastam mais do que aquilo que produzem nem gostam de pagar as faturas daqueles que não olham a despesas desde que seja a UE a pagar,  não deu os resultados pretendidos.  E porquê? Porque os Estados membros terão de desenvolver planos explicando muito bem explicadinho como é que investirão o dinheiro que vão receber. Para o efeito,  os chamados planos de reforma e recuperação deverão ser aprovados por uma maioria qualificada. Quer dizer, acabou a bagunça estilo macho-latino.
Há quem não acredite, mas Nossa Senhora de Fátima está mesmo ao serviço de Portugal.

*Professor jubilado
da Faculdade de Motricidade Humana

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