OPINIÃO

Por Gustavo Pires*

Se liberdade de expressão significa alguma coisa, significa o direito de dizer às pessoas aquilo que elas não querem ouvir. O problema é que nem todos estão de acordo, isto é, há quem goste de dizer sem gostar de ouvir. Está nesta situação a madraça marxista da nacional sociologia que, sob o título “Contra a higienização académica do racismo e fascismo do Chega” entendeu fazer um “abaixo-assinado” (Público, 2020-07-11) que, à revelia dos valores do livre pensamento instituídos em Abril de 1974, pretende enviar para uma espécie de índex.pt  o investigador Riccardo Marchi por este ter ousado publicar em livro um trabalho científico sobre o partido Chega e o seu líder André Ventura. A cantilena dos novos censores é a do costume: – é necessário combater o fascismo e o racismo. O problema é que esta gente vive satisfeita a varrer os problemas para debaixo do tapete e, indiferentes à objetividade científica de um investigador, respondem com fanatismo ideológico através de um panfleto faccioso assinado por umas dezenas de tristes académicos onde existem certamente relações de hierarquia que condicionam a liberdade de decisão de alguns deles. Ora, o  património mais precioso da academia é o direito e o dever de, na plena liberdade, investigar e publicar aquilo que se acredita ser verdade sem temer, ameaças, intimidações ou chantagens venham elas de onde vierem. Os jovens académicos que assinaram o higiénico panfleto podem estar certos de que, se hoje, as vacas sagradas da academia querem ir buscar o André (seja o André quem quer que seja), chegará o dia em que os vão buscar a eles.

*Professor jubilado da Faculdade de Motricidade Humana

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