Em maio, a recuperação económica no Reino Unido foi muito mais lenta do que o esperado. O que reduz a esperança de que a saída daquela que é uma das recessões mais profundas no país, em séculos, pudesse acontecer de forma célere.

A economia britânica cresceu 1,8% em maio e em relação a abril, isto após o início do desconfinamento que permitiu o relançamento de alguns setores da economia como o da construção ou o da manufatura. Já o setor da venda a retalho foi impulsionado pelas vendas através da internet, bateram-se mesmo recordes. Ainda assim, isso não impediu o anúncio de cortes em grandes empresas do setor no país.
Com a retirada dos apoios de emergência, implementados pelo governo, espera-se que o desemprego aumente, acentuadamente, nos próximos meses. Há mesmo economistas que dizem que ele pode mais do que duplicar, ou seja, três milhões de postos de trabalho estão em causa, só este ano, níveis impensáveis desde os anos 80.
Atualmente é o governo que está a pagar parte dos salários de trabalhadores para que estes não fossem despedidos, um programa ao qual aderiu mais de um milhão de empregadores e que tem um peso muito grande nas contas do país.
Para tentar inverter a tendência o ministro das Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, anunciou, na semana passada, um novo incentivo para evitar despedimentos em massa.

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