OPINIÃO
Por Gustavo Pires*

O que é que andam a fazer ao nosso dinheiro? Para onde é que estão a conduzir o País? São as   perguntas que qualquer português minimamente consciente se não faz devia fazer quando vê um governo, despejar 1,2 mil milhões de euros na TAP o que nos faz lembrar os fatídicos setenta e cinco do século passado quando, numa loucura revolucionária, foi desencadeado um processo de nacionalizações que fizeram atrasar o país, pelo menos, dez anos.
Agora, passados que estão quarenta e cinco anos sobre aquela fatídica data, o que está a acontecer com a TAP traz-nos à memória aqueles anos revolucionários em que os institucionais orgânicos do nacional jacobinismo divulgavam, na rádio, na televisão e através da contrafação de cassetes pirata,  essa obra obscena que foi a cançoneta “Força, força, companheiro Vasco, nós seremos a muralha de aço!”.
António Costa quer fazer crer aos portugueses que resolveu o problema TAP sem ter resolvido coisa nenhuma a não ser os apertos do Sr. David Neelman que se viu livre de um pesadelo e ainda leva para casa 55 milhões de euros. E é bom não esquecer que tudo isto se trata de um imbróglio ideológico criado pelo próprio António Costa quando, em 2016, reverteu a privatização da TAP a fim de satisfazer os desejos totalitários dos jacobinos do PCP, do BE e, por incrível que possa parecer, até da franja esquerdista do PS, quer dizer, daquela que, no que diz respeito aos vícios privados, se faz transportar de Maserati e de Porsche mas, quando se trata de virtudes públicas, quer  nacionalizar tudo e mais alguma coisa.
E hoje os portugueses estão confrontados com uma fatura de 1,2 mil milhões de euros que, segundo as perspetivas mais pessimistas, poderá atingir cinco mil milhões nos próximos anos. Força, força, companheiro Costa, nós seremos a muralha de aço! Valha-nos Nossa Senhora de Fátima.

*Professor jubilado da Faculdade de Motricidade Humana
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