O primeiro-ministro foi o convidado deste domingo do programa humorístico de Ricardo Araújo Pereira ‘Isto é gozar com quem trabalha’.
Começando por abordar António Costa fazendo um paralelismo entre a vacina para a Covid-19 e a injeção no Novo Banco, o primeiro-ministro respondeu a Ricardo Araújo Pereira que “infelizmente” não tem previsão de quando possa ser criada, apontando existir uma “enorme diferença” entre uma vacina e um antibiótico.
“A vacina é para ficarmos imunes aos vírus, os antibióticos são para combater os vírus. A injeção no BES não foi para nos vacinar, foi combater os vírus que há [no banco]. E é isso que está em causa”. E acrescentou: “Posso garantir-lhe uma coisa, se não houvesse estas injeções, o vírus já se tinha espalhado”.
Num tom de humor, o chefe do Executivo brincou com o tema, dizendo que se trata de um caso “curioso”. “[A injeção] dói mais a quem dá do que a quem recebe”.
Sobre a fase final da Champions, o primeiro-ministro afirmou estar convencido que “em cada um desses jogos, presencialmente, irá haver menos público do que nesta sala do Villaret”.
Levado a comentar as declarações sobre o facto de a Champions em Lisboa ser um prémio para os profissionais de saúde, que tanta polémica suscitou, Costa argumentou que “não devem ter ouvido a parte em que eu disse que era um agradecimento aos portugueses em geral, aos profissionais de saúde em particular, por terem criado as condições de confiança para que Portugal fosse escolhido como um destino seguro para realizar a Liga dos Campeões”.
Questionado por Ricardo Araújo Pereira se temia que ir buscar um ministro das Finanças à equipa B dê o mesmo resultado que deu ao Benfica ir buscar Bruno Lage, o primeiro-ministro respondeu que não, uma vez que João Leão já fazia parte da equipa A [de Mário Centeno] há muito tempo. “Há cinco anos que estava a jogar na equipa A, passou foi a capitão de equipa”.
Sobre o consultor externo que vai ajudar o Governo com o plano de recuperação económica, o líder do Executivo socialista sublinhou que António Costa e Silva “pode trazer bastante mais do que aquilo que eu poderia dar para este desenho do projeto do futuro, pelo seu conhecimento, pela liberdade que tem de pensar, e de se articular com todos os agentes políticos e sociais que são fundamentais para a fase da recuperação”.
O primeiro-ministro frisou  no programa da SIC que o país deve mobilizar o melhor que “está no fundo de nós” porque “a crise é grande, do ponto de vista sanitário, económico, social e da motivação”. “É preciso ir ao fundo buscar o melhor de nós”, vincou, quando confrontado com o facto de António e Costa e Silva ser CEO da Partex, empresa envolvida na extração de petróleo.
Numa alusão ao relançamento da candidatura de Marcelo na Autoeuropa, Costa brincou dizendo: “Como é a segunda vez que cá venho, espero estar cá uma terceira vez para o ano que vem”. Interrogado sobre se o PS é neste momento o problema do PS (tendo em conta as críticas feitas por Ana Gomes), o socialista disse que a liberdade no partido foi sempre uma enorme vantagem e qualidade. “A liberdade de pensamento, a liberdade de expressão nunca é um problema, nem no PS nem fora do PS”, rematou.

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