Em entrevista à Rádio Renascença, o ministro da Educação lembra a necessidade de adaptar o ensino à convivência com o coronavírus.
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, adiantou esta quinta-feira que o próximo ano letivo será “uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial” e que essa realidade pode começar não em setembro, mas “se calhar em outubro, ou novembro”.
O governante explica que é preciso “repensar o processo [de ensino]” e adaptar “o processo ensino-aprendizagem” e avaliações”. Lembrando a importância de que “tudo seja feito em conjugação com as escolas, com as comunidades educativas e com os professores”, Tiago Brandão Rodrigues adiantou que “temos que nos preparar para em setembro – ou não em Setembro mas se calhar em Outubro, ou Novembro – termos o que os ingleses designam por b-learning, uma conjugação entre ensino à distância e ensino presencial”.
E se para o ensino à distância é necessário que os alunos tenham computadores ou tablets e acesso à Internet, o ministro assume que o Executivo foi “ultrapassado pela realidade dos dias” quando ainda estava a avaliar as lacunas e necessidades dos estudantes.
Sem querer falar de uma segunda edição do programa Magalhães, que distribui diretamente computadores portáteis pelos alunos, Tiago Brandão Rodrigues refere apenas que “o que está a ser feito é um programa para que as escolas possam estar dotadas de recursos para que os nossos alunos possam ter conectividade através do ensino à distância”.
Para o regresso às aulas, o ministro da Educação elege a “avaliação de tudo aquilo que não foi consolidado ou tão bem ensinado” e a “recuperação das aprendizagens” como um dos “pilares fundamentais”.

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