O secretário-geral do PS avisou, esta quinta-feira, que os próximos dois anos serão muito duros para o país, perante uma crise económica e social provocada pela covid-19.
Esta ideia do PS concentrado na “crise económica e social” e não em outros temas foi a única referência indireta que António Costa fez às eleições presidenciais de janeiro de 2021, num longo discurso que proferiu perante os membros da Comissão Política Nacional do seu partido.
“Vamos ter pela frente dois anos muito duros de combate pela proteção das nossas empresas, do emprego e do rendimento dos portugueses. Vão ser dois anos muito exigentes e não há otimismo que permita pensar que vamos conseguir fazer isso em menos tempo”, advertiu o líder socialista.
Depois, António Costa ressalvou que “também não há nenhuma razão para que não se tenha a confiança no país sobre a capacidade dos portugueses vencerem esta crise, assim como venceram a crise anterior”.
“A todos os que duvidam que isto não é possível, gostava de recordar aqueles que em novembro de 2015 também diziam que tudo era impossível”, referiu, numa parte da sua intervenção em que falou na ascensão do seu ministro das Finanças, Mário Centeno, à presidência do Eurogrupo – prova do “reconhecimento internacional do país”.
“Temos de voltar a fazer um esforço de recuperar o país. É nisso e só nisso que o PS tem de concentrar-se com toda a sua energia e determinação, focando-se no essencial. O que é essencial é agora relançar a economia sem deixar descontrolar a pandemia”, defendeu António Costa.

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