O Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL) denunciou que a pandemia de covid-19 está a gerar o «pandemónio» no ensino de português no estrangeiro e que os professores estão a receber “pouquíssimo apoio”.

“Os 277 professores que ainda exercem no espaço europeu estão a ter pouquíssimo apoio para poderem continuar as suas atividades letivas à distância, visto que a ação das coordenações de ensino tem sido, até agora, extremamente fraca”, relata.
Os professores receberam avisos quando as escolas foram encerradas e pedidos para manterem o contacto com alunos e pais, mas “pouco mais sucedeu”, acrescenta, ressalvando que “muitos alunos e também alguns professores não dispõem dos meios para dar ou ter aulas à distância.
O SPCL recorda que 80% dos alunos do ensino de português no estrangeiro frequentam o 1.° ciclo e, portanto, “não podem utilizar esses meios sozinhos”.
Desde 2011 que o ensino de português no estrangeiro está sob tutela do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que o SPCL critica por se ter preocupado em “verificar se os professores estariam mesmo nas suas residências, isto é, nos seus postos de trabalho”, mas só hoje ter disponibilizado “um curso de formação ‘online’ para que os professores possam aprender” a dar aulas à distância.

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