O diretor do Teatro Municipal do Porto, Tiago Guedes, disse hoje que o texto da dramaturga Regina Guimarães, que acusou a estrutura de censura, não foi publicado com a concordância do encenador do espetáculo.
“A primeira coisa que fiz foi ligar para o encenador Tiago Correia, e perguntei ao encenador se ele estava confortável com os conteúdos que estava a veicular para a folha de sala. Não tanto o texto da Regina Guimarães, mas uma nota de rodapé que não é acerca do seu espetáculo, mas é acerca do vereador da Cultura que faleceu e que ainda para mais é chamado de mentiroso e ignorante”, explicou.
Segundo Tiago Guedes, o encenador e diretor da companhia “pediu cinco minutos para falar com a sua equipa”, tendo ligado pouco depois a pedir desculpa, dando-lhe razão e concordando com a não publicação da nota.
Na referida nota, a escritora, que acusou hoje a Direção do Teatro Municipal do Porto de censura, afirmou que o antigo vereador da Cultura da Câmara do Porto Paulo Cunha e Silva inundou os portuenses “de discursos delirantes acerca da ‘cidade líquida inspirada em Zygmunt Bauman’, no intuito de legitimar teoricamente as escolhas políticas na sua área de atuação, positivando, por ignorância ou descarada mentira, uma noção que, para o sociólogo inventor do conceito, consubstancia o horror contemporâneo da perda de laços”.

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