A ministra da Cultura, Graça Fonseca, considerou que o poeta Manuel Resende, que morreu esta quarta-feira, «ficará profundamente fixado na história da literatura portuguesa», destacando o seu «singular percurso poético».
«O seu nome ficará profundamente fixado na história da literatura portuguesa, não só pelo singular percurso poético com que, a cada livro, nos foi surpreendendo, mas também pelo enorme entusiasmo com que sempre traduziu», referiu Graça Fonseca, numa nota de pesar, na qual lamenta profundamente a morte do escritor, poeta e tradutor.
O poeta Manuel Resende nascido em 1948, no Porto, morreu ontem, em Lisboa, disse a editora do autor, Livros Cotovia, que o define como «um dos maiores poetas portugueses».
Para Graça Fonseca, a obra poética de Manuel Resende, «tão curta quanto intensa, é herdeira e próxima das tradições literárias surrealistas, mas a sua originalidade nunca se deixou limitar por movimentos e grupos».
«Os seus poemas demonstram um esforço de movimento e, também, de aprendizagem e abertura às influências porque, como o próprio dizia, “Aceito todas as influências. Afirmo-me com o que recebo”», observou.
Na sua obra, destacam-se ainda “Em Qualquer Lugar” (1998) e “O Mundo Clamoroso, Ainda” (2004).

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