O Governo português mostrou-se preocupado com a situação dos emigrantes idosos que residem na Venezuela e anunciou que vai aumentar de 30 para 45 euros o valor mínimo a atribuir aos casos mais carenciados.
À margem de uma visita ao mercado de Chacao, no leste de Caracas, a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, explicou que, além do aumento, o seu objetivo é ouvir as queixas dos portugueses no país e estudar o reforço dos apoios aos que «estão em situação de vulnerabilidade».
A crise económica e social do país onde vivem cerca de 300 mil portugueses e lusodescendentes tem-se agravado nos últimos anos e «há portugueses em situações difíceis», admitiu a secretária de Estado, prometendo que o executivo «está disponível para aperfeiçoar e alargar o apoio que tem vindo a dar às associações e à comunidade em geral».
Já foi feita uma «alteração aos valores do Apoio Social ao Idoso Carenciado (ASIC), de forma a abranger mais pessoas», que tinha o valor mínimo de 30 euros e estava congelado desde 2008, explicou a governante.
O «valor mínimo passou para 45 euros» e o processo «está neste momento na Secretaria de Estado da Segurança Social, uma vez que o regulamento é gerido de uma forma bipartida entre a Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas».
«Provavelmente vai ser preciso um pouco mais do que essa alteração que está agora na sua aprovação final», acrescentou.
A secretária de Estado frisou ainda que irá à Venezuela «as vezes que forem necessárias», porque se trata de «uma comunidade empreendedora que quer cá ficar, que tem aqui as suas raízes» e o Governo de Lisboa espera que «a situação evolua de uma forma favorável para que possam continuar a contribuir para o país».

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