A Assembleia Municipal do Porto aprovou esta segunda-feira o Regulamento do Mercado do Bolhão, mas os partidos com representação parlamentar receiam a “falta de envolvimento” dos comerciantes na futura gestão daquele espaço, que deixe de estar sob na alçada municipal e que perca identidade.
A proposta, que foi aprovada com o voto contra do BE e a abstenção do PS, CDU e PAN, mereceu a atenção de todos os partidos políticos que, durante a sessão extraordinária desta segunda-feira, manifestaram preocupação com o regulamento que implementa “normas relativas à organização, funcionamento, disciplina, limpeza e segurança” do Mercado do Bolhão.
A primeira força política a intervir sobre a questão, que integrou uma lista de sete pontos de ordem do dia, foi o BE, para quem o regulamento em apreciação “abre a porta à exploração do mercado a entidades privadas”.
“O regulamento ao admitir que além do município, a entidade gestora pode delegar os seus poderes de gestão, direção, exploração, administração e fiscalização, abre a porta à exploração do mercado a entidades privadas. Não aceitamos a possibilidade aberta pelo regulamento (…) porque sempre defendemos a modernização do mercado através de direção municipal”, afirmou o deputado Joel Oliveira.
Apesar da CDU não ter chumbado o documento, defendeu também a necessidade de se “envolver os comerciantes” na gestão do espaço, a qual entende que deve ser “100% municipal”.

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