Assinado por 13 500 cidadãos, o documento que defende “a completa requalificação e reabertura da Linha Ferroviária do Douro até Barca de Alva e Espanha” foi entregue quinta-feira, dia 9 de janeiro, na Assembleia da República. O presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, integrou a comitiva e considera que esta linha é estratégica para desenvolver a região.
O turismo – que no balanço global da região do Porto e do Norte está a ter resultados positivos históricos – “é um motor de desenvolvimento comprovado em Portugal, que tem na região do Douro – Património da Humanidade – um enorme ‘tesouro’ ainda por explorar”, realça o presidente do TPNP.
A petição, que conta com 13.500 assinaturas – “excedendo praticamente em dez mil o objetivo inicial, o que, por si só, é merecedor da maior atenção por parte dos deputados da Assembleia da República e pelo Governo” -, defende “a completa requalificação e reabertura da Linha Ferroviária do Douro até Barca de Alva e Espanha”, o que, seguindo o presidente do TPNP, “vai permitir aos turistas ‘mergulharem’ verdadeiramente na região e, dessa forma, percorrerem um destino que passa, em Portugal, por três patrimónios da Humanidade”.
“Investir na Linha do Douro é agir estrategicamente. É pensar para além da tradicional tentação centralizadora e ‘litoralizada’ do país”, acrescenta o responsável, defendendo que a requalificação e reabertura da linha “pode complementar investimentos já concretizados, permitindo ligar, por exemplo, o terminal de cruzeiros do Porto de Leixões ao interior da Península Ibérica, abrindo portas a novos fluxos entre os aeroportos do Porto e de Madrid”.
Segundo Luís Pedro Martins, “cerca de 72% dos turistas que visitam o Porto e Norte de Portugal não vão além da Área Metropolitana do Porto, a porta de entrada na região”. “Uma das razões que explica esta não distribuição de turistas por outros subdestinos está, desde logo, relacionada com a inexistência de alternativas de transporte”, afirma.
Assim, a aposta na ferrovia, diz o presidente da TPNP, “deve, obrigatoriamente, integrar uma estratégia global de promoção do Douro Vinhateiro Património da Humanidade, tendo em conta que a reativação da Linha do Douro permitirá ultrapassar as dificuldades de acessibilidade que estão a impedir a economia local de beneficiar, verdadeiramente, do impacto que o turismo está a ter no país”.
Além do TPNP, a comitiva era também composta pela Liga dos Amigos do Douro Património Mundial, pela presidência da Comunidade Intermunicipal do Douro, pelos presidentes das autarquias da Régua, Torre de Moncorvo, Sabrosa, pela Fundação Museu do Douro e por várias entidades relevantes da Região do Norte.

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