Matosinhos Independente (MI) festejou o seu 1.º ano de existência com a presença de Luís Osório, distinto jornalista, director de vários jornais consultor e recentemente enveredou pela escrita.

O tema era aliciante “Imprensa: liberdade de Expressão”. Luís Osório, que se deslocou propositadamente de Lisboa para estar com Joaquim Jorge em Matosinhos, salientou que, “é muito difícil fazer política fora dos partidos políticos”, mas também afirmou, “se cada um de nós fizer o que pode deve sentir-se tranquilo e satisfeito”.
Luís Osório na sua conferência deixou algumas ideias do que pensa do jornalismo e da política.
Atravessamos um tempo de desinteresse a nível político, bem como desinteresse por consumir jornais, desinteresse pela forma como o jornalismo chega às pessoas. Não há liberdade de Imprensa porque o grosso dos jornais dependem das injecções de dinheiro dos accionistas e da publicidade.
Vivemos num tempo de rapidez, a lentidão dos anos 50 deu lugar a uma enorme rapidez, as notícias são descartáveis, hoje estamos à mercê do inesperado. Não há tempo para a reflexão e o tratamento jornalístico de um acontecimento importante.
A política e o jornalismo,nos dias de hoje, andam à procura de se encontrar.
Ainda teve tempo para falar sobre a política em Matosinhos, dizendo que “Matosinhos é uma terra de gente corajosa, mas sem rotatividade o que é um paradoxo”(o PS está no poder em Matosinhos vai fazer 44 anos). Os movimentos independentes são quase uma loucura, mas não vem mal ao mundo se não se conseguir, há sim, mal em não se tentar.
Na parte final em jeito de dar uns conselhos a Joaquim Jorge e ao movimento Matosinhos Independente.Referiu,” um político que queira ter um projecto vencedor tem de ter um discurso real e simples”, acrescentando, “a política existe em função de uma ideia melhor”.
Concluindo que “é sempre muito difícil combater um partido (neste caso o PS), que se confunde com a câmara, o que de certa forma é perverso”.
Uma sociedade civil que não existe é uma sociedade doente. Os movimentos independentes encontram muitas dificuldades em captar a atenção dos media, é preciso arte e engenho para se continuar e o mais importante, muita paciência.
Na 2.ªparte do evento, já sem a presença de Luís Osório, Joaquim Jorge referiu que sempre que faz algo do MI procuram no mesmo dia, fazerem uma inauguração ou um debate para procurar esvaziar o que faz. Acha graça a essas coincidências,isso só prova a força deste movimento e o “nervoso miudinho” que provoca nos seus adversários.
Joaquim Jorge ladeado por Lídia Viterbo, professora, 1.ª subscritora do MI e por Pedro Araújo, advogado que será quem vai dar apoio jurídico ao MI, que venceu o processo que o presidente da câmara de Gaia moveu a Joaquim Jorge por liberdade de expressão.
O lema em jeito de conclusão do MI, salientado por Joaquim Jorge,“a única coisa que não podemos fazer é dar-nos por vencidos”, “vamos fazer tudo para termos as assinaturas” e o mais importante, “ser o começo de uma mudança em Matosinhos” e “procurar ajudar a melhorar Matosinhos”.
Seguiu-se um jantar num restaurante em Matosinhos, à volta de 50 pessoas, em que cada um pagou a sua refeição.

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