Injeções de capital no NB vão custar 2941 milhões de euros entre 2018 e 2021, num cenário normal, diz o Conselho das Finanças Públicas.

O Governo tinha previsto injetar 600 milhões de euros no Novo Banco (via Fundo de Resolução) em 2020 na sequência dos prejuízos que o banco vai reportar este ano, mas afinal a situação financeira do Novo Banco é pior do que parece. Outra vez.
A Comissão Europeia, no capítulo sobre Portugal, nas novas previsões de outono, estima que, no mínimo, o Estado seja chamado a injetar 653 milhões de euros no ano que vem (0,3% do PIB) por conta das perdas deste ano de modo a equilibrar os rácios de capital. Mário Centeno previa 600 milhões em abril.
Na sexta-feira, ao final da tarde e sem aviso, o Novo Banco (NB) apresentou as suas contas para o período de janeiro a setembro de 2019 e os números são péssimos: os resultados consolidados do grupo que ficou com as melhores partes do antigo BES agravaram-se de forma substancial, para um prejuízo acumulado de 572,3 milhões de euros no final de setembro, mais 46% face a igual período de 2018 (prejuízo de 390,9 milhões de euros há um ano).

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