A uma semana da nova consulta eleitoral, o partido a extrema-direita Vox é o que mais sobe em termos de deputados.

El País publica este domingo uma sondagem que indica a vitória do PSOE nas eleições de 10 de novembro próximo, mas a perder força em relação às eleições de abril último, mantendo-se a situação de bloqueio político no país.
A uma semana da nova consulta eleitoral, o partido a extrema-direita Vox é o que mais sobe em termos de deputados, podendo alcançar mais do dobro dos que tem atualmente.
Tanto o bloco de partidos de esquerda (PSOE, Unidas Podemos e Mais País) como o de direita (PP, Cidadãos e Vox) ficam longe da maioria absoluta de 176 deputados, num total de 350, necessários para investir um Governo estável na primeira volta e precisam da ajuda dos partidos menos importantes: regionalistas, nacionalistas e independentistas.
Segundo a sondagem elaborada pela empresa 40dB, o PSOE teria agora 121 lugares (27,3%) no Congresso dos Deputados, menos dois do que os 123 (28,7%) que tem atualmente, depois das eleições de 28 de abril passado.
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O PP (Partido Popular, direita), depois do desastre da consulta anterior em que teve 66 deputados (16,7%) sobe para 91 (21,2%).
O Vox confirma sondagens anteriores que já indicavam que seria a terceira força mais votada em Espanha, com uma subida de 24 (10,3%) para 46 (13,7%) de representantes na câmara baixa das cortes espanholas.
A subida destes dois partidos é feita, principalmente, à custa da forte descida do Cidadão (direita liberal), que passa de 57 (15,9%) deputados para 14 (8,3%).
O novo partido Mais País (esquerda) obteria cinco membros no parlamento (4,4%), retirando alguma força ao Unidas Podemos (extrema-esquerda) que passa de 42 deputados (14,3%) para 31 (12,4).
A questão catalã é um dos temas que tem dominado a campanha que terá o seu ponto mais alto esta segunda-feira, com o único debate entre os líderes dos cinco maiores partidos com assento no parlamento: Pedro Sánchez (PSOE), Pablo Casado (PP), Albert Rivera (Cidadãos), Pablo Iglesias (Unidas Podemos) e Santiago Abascal (Vox).
Estas eleições são as quartas dos últimos quatro anos, o que mostra a dificuldade em encontrar acordos entre partidos para garantir um Governo estável.

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