O antigo líder da JSD Pedro Duarte anunciou hoje que não será candidato à presidência do PSD e defendeu que Luís Montenegro “tem condições para congregar” apoios para um novo projeto político no partido.

Em declarações aos jornalistas à margem de um pequeno almoço organizado pela Câmara de Comércio Americana em Portugal, em Lisboa, o fundador do movimento cívico Manifesto X defendeu que o partido deve manifestar “apreço pelo empenho” do atual líder Rui Rio, de quem não pediu a demissão, mas considerou que o PSD precisa de “novos protagonistas”.
“Estou e estarei empenhado em ajudar o meu país por via de uma grande renovação dentro do PSD e estou disponível para apoiar e poder participar nesse processo de mudança, mas isso não passa por qualquer ambição ou projeto pessoal da minha parte. Neste cenário, não coloco a hipótese de me candidatar à liderança do PSD”, afirmou.
Questionado se irá apoiar uma provável candidatura do antigo líder parlamentar Luís Montenegro, o antigo secretário de Estado da Juventude considerou a questão ainda prematura, mas acabou por manifestar a sua posição.
Hoje, questionado sobre os resultados do PSD nas eleições de domingo, em que obteve 27,9% dos votos, Pedro Duarte considerou que o problema do partido “não é apenas desta eleição” e defendeu que, mais do que fazer “uma caça às bruxas ou apontar responsabilidades”, os sociais-democratas deverão “olhar para o futuro”.
“O partido deve agradecer com muita consideração e apreço o empenho do líder Rui Rio”, afirmou, considerando que caberá “ao próprio” a decisão se deverá ou não demitir-se.
Defendendo que o PSD deve ter “um enorme sentido de responsabilidade e olhar para o interesse do país sempre em primeiro lugar”, o antigo governante considerou que, por vezes, tal “não passa por dar cheques em branco a governações socialistas”.
Na segunda-feira à noite, em entrevista à SIC-Notícias, o antigo assessor político do ex-líder Passos Coelho, Miguel Morgado, apenas se comprometeu a apresentar um moção de estratégia global ao Congresso, dizendo que irá “ponderar” se avançará para um candidatura à liderança do PSD.
O fundador do movimento cívico 5.7 considerou que o essencial é fazer do resultado de domingo – que qualificou de “desastroso” – “uma oportunidade” para o PSD reencontrar a sua vocação de “grande partido nacional”.
Em silêncio, mantêm-se, por enquanto, outros dois potenciais candidatos à liderança: o antigo ‘vice’ de Passos Coelho Jorge Moreira da Silva – que esta semana se encontra em Paris ao serviço da OCDE, mas promete pronunciar-se sobre a situação do partido “oportunamente” -, bem como o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Miguel Pinto Luz.
Já Luís Montenegro deverá quebrar o silêncio, que mantém desde as europeias de maio, ainda esta semana, sem ter sido revelado em que moldes o fará.

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