O secretário-geral da Associação Portuguesa dos Industriais de Curtumes (APIC) lamentou hoje a decisão de eliminação da oferta da carne de vaca nas cantinas da Universidade de Coimbra pelo impacto nas atividades económicas do país.

Para Gonçalo Santos, a decisão do reitor da Universidade de Coimbra não teve em conta o impacto nas atividades económicas do país e que são potenciais empregadoras dos alunos das universidades, nomeadamente de Coimbra.
Assim, explicou, além da importância da indústria da carne de bovino na agricultura e no país, não poderá ser esquecida a fileira da indústria dos curtumes, que tem alocada a si uma parcela das emissões de carbono importante que são geradas pela indústria pecuária.
“O couro assume assim uma grande importância a este nível”, disse o responsável, lembrando que a pele é utilizada no calçado, refinaria, malas, vestuário, aviões, automóveis e muitas outras indústrias de importância na economia do país.
Por outro lado, disse ainda, é importante saber quais os substitutos da carne de vaca que irão ser utilizados pela Universidade de Coimbra, nomeadamente a sua origem (nacional ou importada) e se geram valor acrescentado para o país.
“Há outras formas de se atingir a neutralidade carbónica. Nós estamos na disposição de ajudar o senhor reitor, por exemplo, a criar um ‘kit’ de receção aos alunos produzido com o nosso couro, que é um material durável e que poderá ser usado por eles, pelos seus filhos e até quem sabe pelos seus netos”, disse.
Na terça-feira o reitor da Universidade de Coimbra anunciou que vai eliminar o consumo de carne de vaca nas cantinas universitárias a partir de janeiro de 2020, por razões ambientais.

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