O Benfica foi derrotado pelo Leipzig, por 2-1, na estreia na edição 2019/20 da Liga dos Campeões de futebol, em jogo da primeira jornada do Grupo G, disputado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Não há adepto benfiquista que não conheça a famosa maldição de Bela Guttmann. Mas a esse maldito fardo ameaça juntar-se outro. Pelo terceiro ano consecutivo, o Benfica perdeu em casa no arranque da fase de grupos da Liga dos Campeões, desta feita frente ao RB Leipzig, por 2-1.
Com uma equipa cheia de novidades, a turma encarnada ainda disputou o encontro olhos-nos-olhos na primeira parte, mas foi incapaz de conter o poderio alemão na segunda.
CSKA de Moscovo, Bayern de Munique e RB Leipzig. O que é que estas três equipas têm em comum? Pouca coisa. As duas primeiras já ganharam títulos europeus. As duas últimas são do mesmo país. Mas a única característica que as une a todas é terem sido as equipas com que o Benfica jogou (e perdeu) em casa na ronda inaugural da fase de grupos da Liga dos Campeões nos últimos três anos.
Talvez pareça estranho estar a começar um texto com uma comparação destas, mas o futebol, como todos os desportos, vive do contexto. O Benfica partiu para esta edição da Liga dos Campeões com o fantasma das más prestações nesta prova nas últimas duas edições, pelo que importava dar um pontapé no historial, de preferência em direção à baliza adversária.
Há que arriscar para petiscar — e diga-se que Bruno Lage tem-se dado bem nas apostas que faz — mas quando a coisa corre mal, fica-se com migalhas em vez de um festim. Pior ainda, a inovação roça a imprudência quando se faz frente a uma equipa como o RB Leipzig. A tarefa de entrar a abrir pela Champions nunca seria fácil, mais ainda não trazendo um onze rotinado frente a um conjunto que neste momento está no topo da tabela classificativa da liga alemã.
Afinal de contas, este trata-se do projeto de estimação da Red Bull, que teve uma ascensão meteórica da quinta divisão alemã para disputar a Bundesliga taco-a-taco com Bayerns e Borussias no espaço de meia década — está neste momento em primeiro lugar na liga alemã, sem derrotas. É a equipa de Werner, Forsberg, Orbán e Sabitzer, tendo já sido a casa de craques como Naby Keita, Joshua Kimmich e, sim, o “nosso” Bruma. É uma equipa jovem — mas nem por isso imberbe —, a começar pelo seu treinador, Julian Nagelsmann, que aos 28 anos se tornou o mais jovem técnico de sempre da Bundesliga, quando se estreou a comandar o Hoffenheim e projetou este emblema para os lugares europeus.

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