Os vinhos do Porto Cálem foram criados pelo comerciante portuense António Cálem há 160 anos, mudaram para mãos espanholas já neste século e as suas caves, em Vila Nova de Gaia, “são hoje as mais visitadas do país”.

António Cálem apostou forte no Brasil e “o negócio com este país correu tão bem” que acabou por dar um passo mais ousado, criando “uma frota própria de caravelas” para exportar os seus vinhos, recorda Ana Pereira, responsável pela comunicação do grupo espanhol Sogevinus, que detém a Cálem e a Barros, a Burmester, a Kopke e a Velhotes.
Depois de um longo período quase sem alterações, a imagem desta marca que só tem vinhos do Porto sofreu agora uma “renovação” para a transformar “referência para todo o tipo de consumidores através da capitalização da sua história, da diversidade do seu portefólio e da sua notoriedade internacional”.
“A icónica caravela” mantém-se, por ser parte essencial da secular história desta marca, “a persona do fundador passa a assumir um lugar de protagonismo em toda a comunicação da Cálem”, surgindo agora em alto-relevo nas garrafas, e foi adotada uma paleta cromática variada na rotulagem”.
A Quinta de S. Luís, situada perto do Pinhão, está muito ligada aos vinhos Kopke, e “vai ser aberta ao turismo já em setembro próximo, com 13 quartos, uma adega-boutique, uma capela, e um espaço destinado a provas”, informou ainda a mesma responsável.
As caves Calém, que a Sogevinus afirma serem “as mais visitadas” do país, o projecto do Hotel Kopke, o anunciado investimento na Quinta de S. Luís, e a recente inauguração de um restaurante na zona pedonal da marginal ribeirinha de Gaia retratam a forte aposta do grupo no setor turístico.
Com um volume de negócios anual de 40 milhões de euros, a Sogevinus diz que 20% do total tem origem no turismo.

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