O que precisa de saber sobre a paralisação.

A greve dos motoristas de matérias perigosas e de mercadorias começou esta segunda-feira, dia 12, sendo que o Governo avançou ao final do dia com a requisição civil parcial por alegar que não foram cumpridos os serviços mínimos decretados.
O porta-voz dos motoristas de matérias perigosas, Pedro Pardal Henriques, afirmou hoje que os trabalhadores não vão cumprir serviços mínimos nem a requisição civil, em solidariedade para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira. Apesar disso, entre as 09:00 e as 10:00 saíram cerca de 20 motoristas de matérias perigosas do CLC, em Aveiras de Cima, sendo que a maioria foi apupada pelos colegas do piquete de greve, constatou a agência Lusa no local.
Vários camiões entraram hoje pelas 10:00 sob escolta policial na refinaria da Petrogal em Leça da Palmeira, Matosinhos, mas o sindicato assegura que o “boicote” aos serviços mínimos é para continuar. Inicialmente, foi referido que ninguém estava “a carregar ou a descarregar” combustível na refinaria da Petrogal e nenhum motorista estava a cumprir os serviços mínimos.
Por sua vez, os motoristas em greve “estão a cumprir os serviços mínimos” na refinaria de Sines da Petrogal, disse o coordenador do Sul do sindicato dos motoristas de matérias perigosas. “Estamos a trabalhar e a cumprir os serviços mínimos, tal como aconteceu ontem [terça-feira], e já comuniquei ao sindicato que não vou dizer aos restantes colegas para não garantirem os serviços mínimos porque em Sines foi imposta uma requisição civil”, afirmou Carlos Bonito.
O Ministério da Defesa Nacional disse que é falso ter havido três situações de trocas de combustível em descargas feitas em Sesimbra, Peniche e Nazaré por militares das Forças Armadas.
O porta-voz da associação das empresas de transportes de mercadorias (Antram) considerou que o apelo hoje lançado pelo sindicato dos motoristas de matérias perigosas para que ninguém trabalhe vai prejudicar gravemente a economia.

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