O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN) classificou esta terça-feira como “satisfatória” a adesão à greve iniciada na segunda-feira por parte de trabalhadores em empresas que estão a “desrespeitar” algumas cláusulas legais.

“Estamos com uma adesão satisfatória. Em algumas empresas é de 60%. Noutras, em que os trabalhadores estão fora do país e entram de férias a partir do dia 15, é menor”, descreveu o coordenador sindical José Manuel Silva, explicando que a contabilização da greve é “difícil” de fazer, pois apenas abrange funcionários de empresas onde determinadas “cláusulas” do acordo com as entidades patronais “estão a ser mal interpretadas”.
O responsável acrescentou que a paralisação é de nove dias, até às 24:00 de terça-feira, realizando-se por motivos distintos da greve convocada pelos sindicatos Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM).
“No nosso caso, concordamos com o acordo para o aumento a partir de janeiro e consideramos que, relativamente a 2021 e 2022, há tempo para negociar”, vincou o coordenador do STRUN.
O problema, disse, são “quatro cláusulas que não estão a ser bem entendidas e algumas que têm de ser retificadas”.
José Manuel Silva referiu que uma das dificuldades se prende com empresas que estão a incluir “nas 45 horas de descanso obrigatório” o descanso adicional previsto por cada domingo passado a trabalhar fora do país.
De acordo com o sindicalista, existem também complicações devido ao facto de a lei ter deixado de prever que, a partir dos 50 anos, os trabalhadores podiam deixar de fazer deslocações internacionais.
“Os funcionários podiam pedir para passar a fazer apenas serviço nacional e, atualmente, temos trabalhadores de 60 anos a fazer internacional, porque as empresas não aceitam os pedidos para o serviço nacional”, descreveu.
A isto, somam-se casos de empresas que “todos os dias colocam os trabalhadores a fazer horas extra”, quando, “num período de quatro meses, estão previstas oito horas extra no máximo”, acrescentou.
A greve do STRUN, que representa cerca de mil motoristas de mercadorias do Norte, começou às 00:00 de segunda-feira nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real.

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