Conferências, debates, espetáculos e outras intervenções culturais focadas nas ideias da “Colaboração em Português”. Vai ser assim a 3ª edição do Fórum Internacional de Gaia (FIGaia), que decorre de 11 a 22 de setembro, em diversos locais da cidade.

“Abordar as questões do desenvolvimento sustentável tal como estão descritas nos pilares de desenvolvimento definidos na marca Gaia – Todo um Mundo, o FIGaia procura ainda acompanhar os desafios e objetivos que são propostos pela Agenda 2030 das Nações Unidas”, refere a Câmara Municipal de Gaia.
Durante 11 dias, o evento apresenta uma programação diversificada e para todo o tipo de públicos, dedicada ao ambiente e à Língua Portuguesa, num total de 80 ações, desde conferências até debates e espetáculos, passando por outras intervenções culturais.
A terceira edição do FIGaia tem sessão de abertura agendada para 11 de setembro, com uma conferência sobre o prémio Goldman, prémio conhecido como o “Nobel do Ambiente”. A conferência “Goldman Prize – 30 anos a mudar o mundo” vai reunir oradores nacionais e internacionais e Michael Sutton, diretor executivo do Prémio Goldman, que tem distinguido várias pessoas em todo o Mundo pelos esforços sustentados e significativos para proteger e melhorar o ambiente.
“A partir das 10 horas, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, junta-se a Michael Sutton, presidente dos Goldman Awards, a Rui Marques, presidente do Instituto Padre António Vieira (IPAV), e a Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS), para dar início à edição 2019 do FIGaia com intervenções sobre a realidade local, nacional e mundial. Filipe Duarte Santos contribuirá com a sua visão científica e amplamente reconhecida, na comunidade em geral, numa sessão que assinala o arranque de onze dias de discussão sobre a criação de soluções para a sustentabilidade”, avança a autarquia local.
A economia azul, a sustentabilidade e a energia alternativa serão alguns dos temas a abordar na conferência “Plataforma Azul”, marcada para 20 de setembro.
A publicação de “Língua de Sal – Antologia Mínima de 100 Poemas em Língua Portuguesa” é um dos destaques do FIGaia 2019, que contará com vários eventos em diferentes palcos e espaços públicos da cidade. “Entre a Biblioteca e o Auditório Municipal, o novo Quarteirão da Poesia será o coração de um fórum que se alargará a todo o município, espalhando a palavra falada e cantada por Gaia. Convocando as áreas do pensamento, música, teatro, dança, artes visuais e literatura para os diferentes palcos, ruas, escolas e cafés, a poesia em português vai animar o tecido da cidade”, assegura a autarquia. Para os mais pequenos, haverá poesia e conto “nas vozes de contadores de histórias experientes”.
Na área da música, destaque para a atuação de Tiganá Santana e Lura, que interpretarão sons tipicamente brasileiros e africanos. Os Três Tristes Tigres revisitarão alguns dos temas mais icónicos, como «O Mundo a meus pés», e Adolfo Luxúria Canibal levará «Estilhaços» ao Auditório Municipal de Gaia “para criar sonoridades únicas para os escritos da sua autoria, que convivem com poemas do surrealista Mário Cesariny”.
O FIGaia aposta ainda no espetáculo “Ode Marítima”, de Pedro Lamares, com uma leitura integral do poema de Álvaro de Campos, um heterónimo de Fernando Pessoa.
Uma das novidades da edição de 2019 do Fórum é o Baile Brega, que vai ter lugar na garagem do auditório municipal, local que será o ponto de encontro entre as várias propostas artísticas.

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