A nova curta-metragem do realizador Diogo Costa Amarante, intitulada ‘O Verde do Jardim’, tem como personagem principal e inspiração a figura de Diana, que o cineasta classifica como uma “guardiã” de acesso ao bairro portuense da Fontinha.

Exibido na noite de quarta-feira na competição nacional do festival Curtas de Vila de Conde, a sinopse de ‘O Verde do Jardim’ conta como o filme “segue um conjunto de personagens solitárias, à procura de um afeto que lhes escapa. A ligação entre Diana, uma transexual, e um motociclista acidentado permite uma luz de ternura entre duas pessoas distantes”.
O realizador do premiado ‘Cidade Pequena’ explicou que foi viver para o Bairro da Fontinha, no Porto, para trabalhar na sua primeira longa-metragem (cujas filmagens se deverão iniciar ainda este ano), tendo nesse contexto tomado conhecimento de Diana Neves Silva, que vai também participar no novo filme, e percebido que havia uma vontade de lhe dedicar uma curta-metragem ficcional, para representar a forma como os dois se conheceram.
“Na altura, para ter um meio de transporte, comprei uma Scooter e lembro-me de perguntar onde é que podia deixar a Scooter durante a noite. Toda a gente no bairro me recomendara ‘ah, se calhar junto da Diana’, o que imediatamente me suscitou uma curiosidade. E depois fui percebendo que há muitos anos – cerca de 20 ou 30 – que a Diana está ali naquela esquina e de alguma forma há uma relação daquele bairro com ela, de uma espécie de Santa Protetora”, disse Diogo Costa Amarante.
O argumento foi escrito antes sequer de falar com Diana, numa conversa que se travou em moldes assim relatados pelo cineasta.

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