A partir de Setembro começará a ser construído um corredor verde nas margens do Leça. A iniciativa é do município de Matosinhos, num investimento de 19,7 milhões de euros, onde 85% do montante advém do programa comunitário Norte 2020.

Foi assinado um memorando de entendimento com a Maia, para que o processo também avance nas margens do concelho.
A mobilidade é um dos conceitos-chave do projeto, por isso todo o corredor vai estar em contacto com os transportes públicos e permitirá à população que se desloque em meios como a bicicleta, por exemplo. A circulação entre as margens também será assegurada com a construção de quatro novas pontes em estruturas metálicas, passando o percurso a contar com nove pontes no total.
O rio, com um percurso de quase 45 quilómetros, nasce em Santo Tirso, passa por Valongo e pela Maia e desagua em Matosinhos. Já foi considerado um dos rios mais poluídos da Europa.
Depois do primeiro passo dado por Matosinhos, foi entretanto assinado um memorando de entendimento com a Maia, para que o processo também avance nas margens do concelho, e ainda criado um grupo de trabalho que une os quatro municípios por onde passa o rio, tendo como objetivo final a real despoluição do curso de água.
O projeto de Matosinhos prevê treze hectares de novos espaços verdes, 820 novas árvores, quatro novas pontes, sete quilómetros de ciclovia e de percursos pedonais, e 500 mil habitantes beneficiados, para que o Leça volte “a ser uma zona excecional para o lazer dos matosinhenses e das pessoas do Grande Porto”, explicou António Correia Pinto, Vereador do Ambiente de Matosinhos, em declarações à Time Out Porto.
A primeira fase da intervenção, que arranca em Setembro e deverá estar concluída em 2021, vai renovar o percurso desde a Ponte da Pedra à Ponte de Moreira. No conjunto das três fases previstas reabilitar-se-á um total de 18 quilómetros.
“O mais importante é que a população entenda que o Leça é um activo ambiental que lhes pertence, cuja conservação e renovação depende de todos e não apenas das entidades públicas que ali estão a intervir largos milhões de euros. Este investimento só faz sentido se, todos juntos, formos capazes de manter o Leça vivo e útil para a vida das populações da região”, concluiu o Vereador.

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