Afinal há dois depoimentos de Ricardo Salgado, no processo Monte Branco e no colapso do Banco Espírito Santos, que não podem servir de prova na Operação Marquês.

A decisão é do juiz Ivo Rosa, que está a presidir à instrução da Operação Marquês, uma fase do processo penal que avalia apenas se há indícios suficientes para levar os acusados a julgamento, para chamar a depor o ex-banqueiro Ricardo Salgado. O juiz justifica a opção com artigos do Código de Processo Penal que referem que as declarações dos arguidos, são válidas apenas nos depoimentos feitos “no processo”. Ora, como estas foram feitas noutros inquéritos não podem ser valoradas, sustenta o juiz.
Num dos depoimentos não aceites, Salgado fala de um contrato que o Ministério Público diz ser fictício, mas apenas o correlaciona com duas transferências recebidas pelo administrador da Portugal Telecom Zeinal Bava: uma de 8,5 milhões de euros feita a 21 de dezembro de 2010 e outra de dez milhões transferidos a 20 de Setembro de 2011. Questionado sobre os 6,7 milhões de euros pagos em dezembro de 2007, o banqueiro disse não se lembrar do que se tratava.

Facebook
Twitter
Instagram