Gonçalo Guedes inaugurou o marcador aos 59 minutos e o golo foi suficiente para conquistar a primeira edição da Liga das Nações.

Na antevisão do encontro, Fernando Santos tinha dito que Portugal tinha um objetivo muito claro: vencer. Foi com base nesse desejo que o selecionador montou uma estratégia para tentar travar a “laranja mecânica”, que hoje jogou de azul, uma equipa de “grandíssima qualidade”.
E por isso, o técnico português fez três alterações em relação ao onze que começou o jogo com a Suíça: uma forçada, face à lesão de Pepe e duas por opção técnica.
Fernando Santos apostou em José Fonte, no centro da defesa e mudou o sistema tático, passando do 4-4-2 para o 4-3-3: colocou Danilo no lugar que tinha sido de Rúben Neves e lançou Guedes para o lado esquerdo do ataque, deixando João Félix no banco.
Com um ambiente frenético nas bancas, a bola foi entregue de carrinho telecomandado ao árbitro veterano Undiano Mallenco, que deu o apito inicial da partida. O encontro começou com um lance que suscitou dúvidas. Rúben Dias fez um passe de mais de 50 metros, Bernardo rececionou na área e caiu entre os centrais holandeses, mas o juiz espanhol mandou seguir.
A Holanda começou o jogo com mais bola, mas a turma de Fernando Santos tentava encaixar-se no sistema do adversário. Ronaldo tinha um papel importante, sabendo que estava a ser marcado por dois dos melhores centrais da atualidade.
Bruno Fernandes, mais solto em terrenos que conhece bem, conseguiu ter espaço e tentou ensaiar aquilo que lhe mais caracteriza: a meia distância. Num desses lances, obrigou a Cillessen a mostrar segurança.
Porém, o médio do Sporting, errou um passe, entregando a bola à Holanda. Bergwijn levou a bola até à área de Patrício, mas, de uma forma imperial, Fonte e Rúben Dias deram conta do assunto e cortaram o perigo.
Em cima da meia hora, Nelson Semedo ganhou o corredor direito e serviu Bruno Fernandes, que desferiu mais um remate, obrigando Cillessen, desta vez, a esticar-se e desviar para canto. Do quarto de círculo, Guerreiro cruzou e Ronaldo voltou a testar o guardião do Barcelona.
Este era o momento em que a Seleção nacional estava mais perigosa: os holandeses davam espaço a Bruno Fernandes, que tentava desbloquear através da meia distância. Também Ronaldo estava muito móvel no ataque, confundindo a defensiva dos Países Baixos.
Até ao intervalo, Portugal ainda beneficiou de um canto, mas Fonte atirou por cima. A primeira parte terminou com a Seleção mais rematadora, mas com menos posse de bola.
Na segunda parte, Koeman queria agitar o jogo e fez a primeira substituição do jogo, lançando Quincy Promes para o lugar de Ryan Babel. E o encontro teve mais ritmo, mas do lado nacional. Portugal conquistou vários cantos em pouco tempo, encostando a Holanda cá atrás.
Na resposta, os “miúdos” de Koeman chegaram-se à baliza portuguesa, depois de um erro da defensiva das quinas. Na esquerda, Depay ganhou a bola, Rúben Dias tentou o corte e Patrício teve de aplicar-se.
Mas Portugal, embalado pelo apoio nas bancadas, queria dar alegrias ao público. E conseguiu: Ronaldo isolou Berardo Silva pela esquerda e o jogador do City assistiu Gonçalo Guedes para o primeiro golo do jogo. O extremo do Valência encheu-se de fé e, na meia-lua da área, desferiu um remate indefensável para Cillessen. O Dragão explodiu.
Na resposta, a Holanda quis retomar a iniciativa do jogo e instalou-se no meio-campo português, mas sem criar grandes lances de perigo. As ideias da turma de Koeman esbarravam na organização defensiva nacional.
Fernando Santos sabia o que queria, e tirou Guedes para lançar no jogo Rafa. O selecionador queria surpreender o adversário com a velocidade do jogador do Benfica. E não se arrependeu, o número 15 de Portugal mostrou logo de seguida os seus dotes, mas sem grande perigo.
Pouco depois, Fernando Santos sentiu que precisava de frescura no meio-campo e colocou João Moutinho, retirando Bruno Fernandes. O médio do Sporting foi o homem mais rematador em campo.
Na fase final, Portugal limitava-se a defender a iniciativa laranja e usava o contra-ataque para se chegar à baliza contrária. Raphael Guerreiro ganhou espaço e teve tudo para aumentar a vantagem, mas não conseguiu.

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