“Suite Vollard” é uma das mais importantes séries de gravuras do pintor espanhol.

Há uma de exposição de Pablo Picasso para ser vista no Palácio das Artes, no Porto. É uma centena de gravuras desenhadas pelo artista espanhol, numa das mais importantes coleções do género do século XX. exposição mostra 100 gravuras desenhadas pelo artista espanhol.
Não é a primeira vez que a mostra passa por Portugal. Depois de passar em Cascais, em 1997, é a Invicta que acolhe a coleção, considerada uma das mais importantes do século XX, e que foi criada para o marchand de arte Ambroise Vollart.
“O objetivo é que esta exposição não seja muito grande e que as pessoas possam visitar durante a hora do almoço ou no fim do trabalho”, adianta Charlotte Crapts, comissária da mostra, em conferência de imprensa. “É pretendido criar o ambiente do artista. Sentir a calma e os momentos para nós próprios”, acrescenta.
Adrian Bridge, CEO da Taylor’s (que também está associada à iniciativa) acrescenta que é necessário “expandir a oferta cultural”. “Cada vez mais temos visitantes na cidade e é importante que tenhamos conteúdo”, disse. “Picasso oferece muitas expressões diferentes da sua arte. Representa uma boa viagem dentro daquela década”.
Numa visita pelas salas da exposição, das 100 gravuras, encontra-se a mostra “Tema Livre”, que agrega vinte e sete obras dedicadas a temas diversos e que não têm, necessariamente, um elo comum. Mulheres a descansar, toilettes, um fauno que descobre uma mulher, homens a beber ou um flautista, são alguns exemplos das peças em cobre deste grupo.
A zona “O Atelier do Escultor” é uma reflexão da relação do artista com a modelo e a contemplação artística. Pablo Picasso fala do conflito do criador, através de uma relação do escultor/pintor com a obra de arte, e deste com a modelo. E em “A Batalha do Amor” torna-se bem explícito, nas gravuras, a “dificuldade de criar e a constante batalha do artista com a obra de arte”, salienta Leyre Bozal Chamorro, Curadora da Fundação Mapfre.
Realça-se ainda “O Minotauro”, onde o artista dá rédea solta à paixão. Picasso interessava-se pelo mito de Creta, tal como outros artistas da época, evocando assim os “poderes nacionalistas”, acrescenta Leyre Chamorro. A mostra “O Minotauro Cego” é uma alegoria da morte do Minotauro e sublinha a tragédia que é ficar cego, para um artista e para um criador.

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