Vários representantes da emigração defenderam, hoje, que nada foi feito para que os emigrantes fossem votar nas eleições europeias, reclamando mais ação dos partidos e do Governo portugueses na mobilização dos eleitores.

A análise aos resultados das eleições europeias de 26 de maio na emigração, onde a abstenção se situou nos 99%, marcou hoje a reunião dos membros do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas (CCP) com os deputados da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.
Nestas eleições, o universo eleitoral no estrangeiro subiu de menos de 300 mil para 1.431.825 eleitores, em resultado de alterações introduzidas no processo de recenseamento dos emigrantes, que passou a ser automático, com o número de votantes a situar-se nos 13.816.
“Estamos todos recenseados, mas nada foi feito para irmos votar. Nenhum partido fez campanha, não houve informação”, disse António Cunha, que representa os portugueses residentes no Reino Unido.
O conselheiro adiantou que, no Reino Unido, quem votou foram os portugueses recém-chegados e que as comunidades não tiveram acesso a qualquer tipo de informação ou campanha de sensibilização para o voto.
“É como dar um prato e não podermos comer”, disse, alertando que com as eleições legislativas à porta é preciso repensar estas questões.

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