Catarina Martins e Fernando Rosas chegaram à campanha com intervenções mais vistosas que a de Marisa Matias, que voltou a não ser protagonista. Houve críticas e desafios ao PS.

Marisa Matias voltou a contar com reforços de peso. Catarina Martins e Fernando Rosas foram a Leiria falar aos militantes num jantar-comício onde a líder do partido fez um desafio ao Parlamento, em particular ao PS, e o fundador do Bloco de Esquerda lembrou todos os recuos dos socialistas ao longo da legislatura para perguntar: “Onde está o PS de esquerda?”
O histórico bloquista começou por dar uma pequena aula de história para traçar a linha que separa os partidos de esquerda da direita e do PS. “A travagem da revolução permitiu a recuperação e recomposição do capital financeiro, através de privatizações e alterações à legislação laboral”. Os culpados? “Foram PSD, CDS e também o PS”. Uma diferença que dividiu o país político mas que conheceu “o primeiro parênteses com a atual solução governativa”.
Mas se algum sucesso houve nesta legislatura, Fernando Rosas não tem dúvidas sobre que partido pode reclamar o mérito. “Foi por iniciativa do Bloco de Esquerda que se começou a responder aos problemas do país“. Para sustentar a afirmação, recuperou quatro “cambalhotas” do PS na atual legislatura: “A taxa sobre especulação imobiliária”, “a taxa sobre as rendas das energéticas”; “a extinção das PPP na Saúde”; “o apoio à contagem integral do tempo de serviço dos professores”.
Para o historiador tornou-se evidente que foi o PS que impediu reformas mais estruturais nesta legislatura. “O PS não está disposto a enfrentar nenhuma política de fundo nem de princípio”, disparou. “Afinal, onde está o PS de esquerda? Onde anda a esquerda do PS?”.

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