Uma representante da comunidade portuguesa na Venezuela disse hoje que a situação no país “é de grande incerteza” depois do anúncio de que os militares passaram a apoiar o autoproclamado Presidente, Juan Gauidó.

“Está tudo muito confuso ainda. Estamos praticamente com as comunicações caídas, com as redes sociais a funcionar a meio gás e ainda não temos uma perspetiva do que é”.
A portuguesa, que representa os emigrantes na Venezuela no órgão consultivo do Governo para as questões da emigração (Conselho das Comunidades Portuguesas), disse que, a pouca informação que chega através das redes sociais, dá conta de que “aparentemente o Presidente Guaidó e o líder da oposição Leopoldo Lopes, que estava preso, estão numa base aérea com vários militares e estão a pedir ao povo para sair à rua”.
“O que estamos a viver é isto: muita incerteza, mas não consigo dizer, neste momento, se foi isto ou aquilo. Teremos que esperar um bocado mais para ver o desenvolvimento”, acrescentou.
“Não é que a comunidade queira abandonar o país, mas estamos a passar por momentos muito difíceis e as pessoas têm esperança que isto comece a normalizar porque se não normalizar têm que tomar outros rumos e outras decisões. Mas de momento, não sabemos o que fazer ainda”, sublinhou.
O autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou hoje que os militares deram “finalmente de vez o passo” para o acompanhar e conseguir “o fim definitivo da usurpação” do Governo do Presidente Nicolás Maduro.
“O 01 de maio, o fim definitivo de usurpação começou hoje”, disse Guaidó num vídeo publicado na sua conta na rede social Twitter, no qual está acompanhado por um grupo de soldados na base de La Carlota, a leste de Caracas.

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