A UNITA denunciou ontem a ocorrência no país de “novos casos de intolerância política, particularmente nas províncias de Benguela, Huambo e Lunda Norte, de prisões arbitrárias”, bem como a “ extorsão e extravio de cartões de eleitores por alegados agentes ligados aos órgãos de administração pública”.

A denúncia consta de um comunicado do Comité Permanente da Comissão Política da organização que esteve reunido esta terça-feira, em Luanda.
O Comité Permanente da UNITA destaca a ocorrência de prisões arbitrárias nas Lundas Norte e Sul, em Cabinda e no Huambo, tendo decidido tendo exortado “os órgãos do Governo a fazerem um esforço de conformar os seus actos aos ditames da Constituição da República de Angola”.
O porta-voz da UNITA, Alcides Sakala disse à VOA que após um período da redução de incidentes de natureza política estes têm vindo a aumentar nos últimos meses e semanas.
Sakala fez notar que se aproximam as eleições autárquicas afirmando que esses actos visam criar “um ambiente de intimidação” tal como aconteceu em outras eleições anteriores.
No seu comunicado de imprensa a direcção da UNITA diz ainda estar preocupada “perante as dificuldades sociais e económicas que se agravam cada dia que passa” tendo-se manifestado solidária com as actuais reivindicações dos trabalhadores.
A organização política reiterou os seus apelos para que o governo conclua o processo de desmobilização dos ex-militares e à devolução do património imobiliário e manifestou a sua preocupação sobre a situação da fome e da seca na província do Cunene.

Facebook
Twitter
Instagram