Já foi assinado o contrato de concessão do Mosteiro de Arouca, em Arouca, sendo este o sétimo concurso a ser adjudicado no âmbito do Revive. O concurso foi ganho pelo grupo MS Hotels & Resorts. A concessão é feita por 50 anos, refere o gabinete da secretaria de Estado do Turismo e o investimento total para a recuperação do edificado está estimado em 3,5 milhões de euros, sendo a renda anual de 42 mil euros.

O concessionário compromete-se, segundo a mesma nota, a construir uma unidade hoteleira de quatro estrelas com 60 a 70 quartos, spa, piscina interior e exterior e corte de padel. Será também construído um restaurante.
A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, considera que “a conversão deste espaço não utilizado do Mosteiro de Arouca num hotel mostra a dinâmica do programa Revive e a capacidade que o Turismo está a ter de alargar ao longo de todo território e de ser um instrumento de desenvolvimento regional”.
Para a secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, “com a concessão do Mosteiro de Arouca, que agora se concretiza, será possível valorizar a herança histórica deste Monumento Nacional classificado e aproximá-lo dos cidadãos. O programa Revive garante, assim, a reabilitação deste importante património, devolvendo-lhe centralidade e atratividade”.
O Mosteiro de Arouca foi fundado no século XII pela Ordem de Cister, tendo-se tornado relevante depois de a efémera rainha de Castela, D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I de Portugal, lá ter vivido entre 1220 e 1256 (estando lá sepultada). Está na posse do Estado desde 1834 (ano em que foram extintas as ordens religiosas). Manteve funções religiosas até 1886, ano da morte da última freira. Nesse momento, todos os bens reverteram para a Fazenda Pública. Nos últimos anos, o Mosteiro teve utilizações diversas.
O imóvel, que se localiza em pleno centro da vila de Arouca, está classificado como Monumento Nacional desde 1910. De estilo classicista romano, foi objeto de grandes intervenções nos séculos XVII e XVIII, em estilo barroco, e de um restauro em duas fases já no século XX.
Recorde-se que atualmente estão abertos cinco concursos: Casa de Marrocos, em Idanha-a-Velha; Convento do Carmo, em Moura; Mosteiro de Lorvão, Penacova; Quinta do Paço de Valverde, em Évora e Castelo de Vila Nova de Cerveira.
Os próximos imóveis a serem lançados em concurso serão o Paço Real de Caxias (Oeiras), o Mosteiro de São Salvador de Travanca (Amarante) e o Forte da Barra (Aveiro).

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