Uma ex-tesoureira da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto acusada de ter desviado 144 mil euros da instituição nada quis dizer hoje ao coletivo de juízes do tribunal de São João Novo sobre aqueles factos.

“Não quero falar”, disse a arguida, de 50 anos, que começou hoje a ser julgada na Instância Central Criminal do Porto pela prática dos crimes de peculato, falsidade informática e simulação de crime.
Segundo o Ministério Público (MP), os factos ocorreram em 2014 e 2015, envolvendo verbas de inscrições e propinas dos alunos da instituição e de consultas de Medicina Dentária feitas na clínica daquele estabelecimento de ensino, que a ex-tesoureira alegadamente desvio e simulou o roubo de parte dos 144 mil euros que não devolveu.
Presente na sessão, o antigo reitor da Universidade do Porto Sebastião Feyo de Azevedo afirmou que “teve conhecimento de que havia o desaparecimento de verbas” na ordem dos 75 a 77 mil euros através dos serviços académicos, e que, consequentemente, houve um processo de “penalização” do qual resultou a suspensão da arguida durante “seis a sete meses”.
O atual diretor da faculdade, Miguel Fernando da Silva Gonçalves Pinto, afirmou esta manhã em tribunal que no dia 22 de abril 2015 desapareceu de “cima da secretária da funcionária uma pasta com cerca de 77 mil euros”.

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